terça-feira, 14 de junho de 2011

Cine Ceará 2011: filme argentino aborda lesbianismo com bom humor e conquista público




Língua Materna: filme conquista público no Cine Ceará

Terminam nesta terça-feira (14/6) as exibições gratuitas de filmes em longas e curtas- metragens da 21ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema. A solenidade com a premiação dos vencedores ocorre na quarta-feira à noite no Teatro José de Alencar, em Fortaleza.

Na noite de segunda-feira o destaque foi o longa argentino
Língua Materna, de Liliana Paolinelli, sobre uma mãe que descobre que a filha, com quase 40 anos, é lésbica. A partir desta descoberta, ela tenta superar e compreender as regras de um mundo desconhecido para ela, enquanto Ruth, a filha, não consegue lidar com essa curiosidade de sua mãe.

Como é comum nos filmes argentinos, as relações humanas continuam servindo como ponto de convergência, só que dessa vez com muito bom humor. As situações engraçadas funcionam pela forma realista que a diretora Liliana as insere dentro da história. O longa ainda serve de apoio para amadurecer a discussão que vem aflorando no mundo sobre a união oficial de pessoas do mesmo sexo.


O filme aborda o tema com a honestidade, oferecendo uma investigação honesta e inteligente não só sobre o relacionamento lésbico, mas suas implicações sociais. Num momento em que se discute também na Argentina a legalização do casamento gay, que como no Brasil vem causado discussões acaloradas, o longa é uma contribuição simpática e bem-vinda ao diálogo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Governo francês rejeita novamente o casamento gay


Em Paris!

O governo francês voltou a rejeitar o casamento gay, durante o primeiro debate realizado sobre o assunto no parlamento, que aconteceu nesta quinta-feira, após a apresentação de um projeto de lei pelo partido socialista, de oposição.

"Este debate é uma oportunidade de mostrar o quanto a nossa sociedade preza o casamento, a segurança que ele traz em relação a outra uniões e o símbolo social que representa", declarou o ministro da justiça Michel Mercier na câmara dos deputados.


"O casamento ainda representa a base da família, apesar de não ser o modelo único de união e de parentesco", afirmou. "É justamente em razão da pluralidade de uniões possíveis que devemos respeitar as especificidades de cada um".


Em 1999, o governo do primeiro ministro socialista Lionel Jospin criou o Pacs (Pacto civil de solidariedade), um contrato de união estável que pode ser firmado por casais tanto homossexuais quanto heterosexuais.


"O nosso governo iniciou um forte movimento rumo a uma igualdade de direitos entre parceiros de um Pacs e esposos", afirmou o ministro Mercier, do partido conservador UMP. Porém, "o casamento e o Pacs não tem vocação para tornarem-se similares de um ponto de vista familiar".


O deputado socialista Michel Bloche, relator do projeto de lei, lembrou que sete países europeus já reconheceram o casamento entre pessoas do mesmo sexo (Holanda, Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia). Segundo Bloche, esses países, mesmo aqueles que como a França tem "cultura católica muito marcada", não foram "abalados nos seus fundamentos" por esse reconhecimento.


Ele também afirmou que apesar da França ter sido "pioneira" com a criação do Pacs, está hoje "atrasada". "Precisamos alcançar um novo patamar no caminho da igualdade de direitos", completou.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Lady Gaga participará de parada gay em Roma no dia 11

 
Getty Images
 
Lady Gaga faz uma participação no programa das ABC "Good Morning America", com performance no Central Park, em Nova York (27/5/11)
 
Roma, 6 Jun 2011 (AFP) -A cantora americana Lady Gaga desfilará na marcha do orgulho homossexual europeia, chamada EuroPride, que será realizada no próximo sábado no coração de Roma, o Circo Máximo, anunciaram os organizadores nesta segunda-feira.

"Lady Gaga decidiu aceitar o convite do comitê do EuroPride Roma 2011. Com isso, confirma seu apoio à causa da comunidade lésbica, homossexual e transexual", sustenta um comunicado.

A provocadora artista pop americana tornou-se um ícone do movimento gay, quando em novembro passado usou sua fama para pressionar pela revogação de uma lei americana que proíbe os abertamente gays de servir ao exército.

Lady Gaga vendeu mais de 15 milhões de álbuns e 51 milhões de singles em todo o mundo, ganhou cinco Grammy, foi incluída entre as personalidades mais influentes da revista Time e está entre as dez primeiras na lista das "100 mulheres mais poderosas" do mundo da Forbes, segundo seu site

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Luxemburgo é condenado a pagar R$ 50 mil por insinuar que árbitro é gay

Vanderlei Luxemburgo terá que pagar R$ 50 mil de indenização ao árbitro Rodrigo Martins Cintra
Vanderlei Luxemburgo terá que pagar R$ 50 mil de indenização ao árbitro Rodrigo Martins Cintra

Vanderlei Luxemburgo terá que pagar uma indenização de R$ 50 mil a Rodrigo Martins Cintra. Em 2006, na época treinador do Santos, ele insinuou que o árbitro era gay durante uma partida contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. A decisão foi da 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo.
O julgamento aconteceu em segunda instância e ainda cabe recurso. A 3ª Câmara de Direito Privado entendeu que Vanderlei Luxemburgo atingiu a esfera íntima de Rodrigo Martins Cintra e manteve os fundamentos da sentença de primeiro grau.
No entanto, o tribunal reduziu o valor da indenização que a juíza Tamara Hochgreb Matos tinha decretado em R$ 100 mil. No treinamento desta quinta-feira, no CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, Zona Oeste da cidade, Vanderlei Luxemburgo não se manifestou sobre o assunto.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Em protesto contra 'kit gay', bancada evangélica mira Palocci

A bancada evangélica anunciou nesta terça-feira que vai trabalhar pela convocação do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) para explicar no Congresso seu aumento patrimonial por 20 nos últimos quatro anos. Os deputados evangélicos decidiram ainda encaminhar um pedido de exoneração do ministro Fernando Haddad (Educação) para a presidente Dilma Rousseff.
O motivo da rebelião evangélica é o chamado kit anti-homofobia, com três vídeos sobre transexualidade, bissexualidade e lésbicas que poderá ser repassado para estudantes do ensino médio das escolas públicas.
Segundo o deputado João Campos (PSDB-GO), o ministro Fernando Haddad quebrou a palavra e decidiu distribuir o kit sem consultar os deputados evangélicos e católicos como havia prometido. Os deputados querem ainda uma CPI para investigar o Ministério da Educação. 

"Não se admite que um ministro minta para o parlamento e para a sociedade. Estamos propondo uma CPI para o Ministério da Educação, são vários os fatores como fraude do Enem e agora a produção de material para induzir nossos filhos utilizando a rede pública a serem homossexuais", disse.

O líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), reagiu à pressão e disse que envolver o caso da evolução patrimonial de Palocci em outras discussões era ineficaz. O Planalto tem mobilizado a base aliada para impedir que Palocci dê explicações no Congresso. Vaccarezza disse que falou a presidente Dilma Rousseff sobre o kit e com Haddad que informou que não há material com cena de sexo explicito no material do kit. "Quero pedir a bancada que não inicie nenhum movimento que não tenha objetivo claro". 

O vice-líder da Frente Evangélica, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), disse que Haddad simplesmente rasgou a palavra. "O ministro não pode fazer papel de mentiroso"

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Autor quer aviso antes de beijo gay masculino em novela do SBT

Após o beijo entre as personagens de Luciana Vendramini e Giselle Tigre em "Amor e Revolução" (SBT), que foi ao ar no último dia 12, agora será a vez de dois homens.
O diretor de teatro Chico (Carlos Artur Thiré) e o carcereiro Jeová (Lui Mendes) foram os escolhidos para protagonizar a cena.
O autor Tiago Santiago pediu ao SBT que coloque um aviso antes do novo beijo gay.
"A questão do aviso prévio é uma intenção minha, em respeito a audiência mais conservadora", afirmou o autor à Folha. "Mas é uma questão que ainda será discutida com o Boury e a direção do SBT."
Segundo ele, não se trata de um tratamento diferenciado para o beijo entre homossexuais masculinos e femininos.
"Possivelmente, se fizermos a cena de amor entre as duas [personagens lésbicas], haverá [também um aviso]", disse. "Mas tudo isso ainda está em discussão, no momento. Nada foi resolvido."

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Deputado gay diz conhecer "colegas no armário" e critica pioneiro Clodovil

  • O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ)

    O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ)




Na semana marcada pelo Dia Nacional de Combate à Homofobia, parlamentares antigos no Congresso Nacional repetiram a mesma palavra para se referir ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ): "surpresa". Novato na Câmara, o professor baiano que se tornou conhecido em 2005 no reality show "Big Brother" já é um dos principais líderes do movimento homossexual no país. Para ele, a causa ganharia força se outros colegas assumissem sua orientação sexual.

Em entrevista ao UOL Notícias, Jean diz também que Clodovil Hernandes, morto em 2009 e primeiro deputado abertamente homossexual, tinha "homofobia internalizada", o que muitas vezes o colocava contra as bandeiras do movimento. Mas pondera que não cobrava dele nem de nenhum parlamentar que se transforme em porta-voz dos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), embora torça para que outros colegas revelem sua homossexualidade.

"Eu respeito a decisão de cada pessoa. Cada um tem seu próprio tempo. Elas não precisam igualmente implodir o armário e abrir relação ao mundo, podem manter sigilo", disse Jean, eleito com 13 mil votos no Rio de Janeiro. "Eu identifico outros homossexuais aqui [no Congresso]. Mas não quero forçosamente denunciá-los nem tirá-los do armário. Pelo contrário, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Não cabe a mim dizer quem é."

O deputado de 37 anos, que iniciou sua trajetória política em grupos de jovens da Igreja Católica em Alagoinhas, no interior da Bahia, diz que "seria o céu de brigadeiro" se outros parlamentares abrissem sua orientação. "Assim poderia mostrar que a bandeira do movimento é só uma das que a gente pode defender aqui. Eu, por exemplo, estou na Comissão de Tributação e Finanças. Defendo direitos dos trabalhadores. Todos podem", afirmou.

Expectativa, Clodovil e Bolsonaro

Tem gente que acha que eu nasci em 2005, que abriu um ovo gigante e eu saí. Quando eu apareci para o grande público, já tinha 30 anos
Jean Wyllys (PSOL-RJ)

Marcado pela experiência no programa da TV Globo, Jean se esforça para desviar da associação imediata com o reality show que o enclausurou com outras pessoas por três meses e do qual saiu vencedor. "Trago um acúmulo de movimento social para trabalhar na política. Mesmo aqueles que se opõem às minhas bandeiras têm um respeito comigo. Anthony Garotinho (PR-RJ), que é adversário, me chama para conversar", disse.